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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Mais sobre o Bitcoin


O Bitcoin é uma tecnologia digital que permite reproduzir em pagamentos eletrônicos a eficiência dos pagamento com cédulas. Pagamentos com bitcoins são rápidos, baratos e sem intermediários. Além disso, eles podem ser feitos para qualquer pessoa, que esteja em qualquer lugar do planeta, sem limite mínimo ou máximo de valor.
Quando fazemos um pagamento com uma nota de 50 Reais, estamos fazendo um pagamento que é rápido, barato, e não requer intermediários. Rápido, porque o tempo para a transação ser finalizada é o tempo de entregar a cédula ao vendedor. Barato porque porque não há taxas nesta transação. Sem intermediários porque não é necessário que nenhuma outra empresa participe deste processo, nem do lado do comprador, nem do lado do vendedor.
Com o surgimento do comércio eletrôncio, há uma grande mudança no relacionamento entre compradores e vendedores. Se pegarmos como exemplo um pagamento com boleto, este deixa de ser rápido, pois além do comprador ter que fazer que se dirigir ao banco para fazer o pagamento, o vendedor só receberá o dinheiro alguns dias depois. Este pagamento também tem um custo maior, dado que além do custo do boleto, o vendedor precisa ter uma conta bancária e o comprador, às vezes, tem que se deslocar para pagá-lo. Finalmente, sempre há o banco intermediando a transação, e às vezes, outras empresas como o Paypal, por exemplo.

História do Bitcoin

O Bitcoin foi criado em 2008 por um usuário de uma obscura lista de e-mails chamado de Satoshi Nakamoto. Ele publicou um artigo chamado “Bitcoin: a peer-to-peer electronic cash system” em agosto, detalhando o funcionamento da criptomoeda, e em 3 de janeiro de 2009 o sistema foi colocado no ar pela primeira vez. Ele criou o sistema logo depois da crise de 2008, e a intenção foi justamente criar dinheiro que não dependesse dos bancos. Muita gente perdeu dinheiro com a crise, e a intenção de Nakamoto sempre foi dar o poder sobre o dinheiro para os usuários, em um sistema de regras públicas e definidas por código que só pode ser modificado por consenso.
Até hoje sua identidade permanece um mistério.

O básico do Bitcoin

O sistema Bitcoin é composto por alguns elementos. O primeiro chamamos de endereço Bitcoin. Seu endereço possui uma chave pública e uma chave privada. Pense na chave pública como sua conta bancária: com esse número você pode enviar e receber Bitcoins da rede. A chave privada é como se fosse sua senha – é ela que permite o uso da chave pública.
Quando entramos na rede Bitcoin, o que estamos criando é uma chave privada. A partir dela, é criada uma chave pública – que só pode ser acessada por aquela chave privada. Por isso a analogia com a senha. A partir dessa chave pública, temos o nosso endereço Bitcoin particular e único.

Como a rede mantém o saldo?

Quando usamos o banco, a instituição controla para você quanto dinheiro você tem na conta. Como é centralizado em uma instituição, eles possuem mecanismos de segurança que impedem que as pessoas mintam sobre quanto saldo possuem. Esse controle é feito de maneira descentralizada no Bitcoin.
Suponha que você use 1 Bitcoin para comprar um carro. A transferência desse dinheiro será transmitida para a rede, para que eles validem se de fato você possui aquele saldo e se de fato foi você que fez essa transação. A transferência será unida a outras transações que ocorreram em um período próximo, e adicionadas a um bloco. A cadeia de blocos do Bitcoin registra todas as transações já realizadas na história da criptomoeda – a união desses blocos é o blockchain.
Ao saber o histórico de todos os Bitcoins, é possível saber o saldo de cada endereço em determinado momento.

Características do Bitcoin

Descentralizado

Talvez o maior diferencial do Bitcoin seja o fato de que ele é descentralizado. Não há uma única instituição que o controle. Seu código é público, e atualizado por um grupo de programadores voluntários, aos quais qualquer um pode se juntar. Nenhuma alteração é feita sem que haja concordância da rede. Caso um grupo de pessoas queira seguir um caminho diferente, eles são livres, como aconteceu com Litecoin.
A segurança das transações é garantida por criptografia. Gastar duas vezes o mesmo dinheiro é impossível por que os validadores não possuem incentivo econômico para aprovar transações fraudulentas. Se algum deles disser que uma transação falsa é verdadeira, o que resto da rede vai detectar essa inconsistência e impedir a criação de um bloco com a fraude.

Gerenciamento pelo código

O dinheiro que tradicionalmente usamos é gerenciado pelo governo, especialmente na figura do Banco Central. Ele controla quanto dinheiro circula na economia, usando diverso mecanismos, como a taxa de juros. Quando a economia está aquecida, mais dinheiro é colocado em circulação, para financiar o crescimento. Quando a economia está retraída, o dinheiro é retirado para que não ocorra inflação.
No sistema do Bitcoin, o suprimento monetário é aumentado de forma previsível. Um bloco com transações válidas á adicionado ao blockchain a cada 10 minutos, e o minerador que consegue adicionar esse bloco com sucesso ganha novos Bitcoins como recompensa. No momento, essa recompensa é de 12,5 BTC, e vai diminuir progressivamente com o tempo.
O código prevê a emissão de 21 milhões de Bitcoins. Estamos atualmente com pouco mais de 17 milhões em circulação, e o último só será emitido em 2140, pelas regras atuais.

Imutabilidade

Essa é uma das principais características dos Bitcoins para que eles sejam descentralizados. Mas também é um dos atributos que mais assusta as pessoas. Você é pessoalmente responsável por todos os aspectos de sua vida financeira. Se esquecer sua senha, não existe banco para o qual recorrer – seus Bitcoins estão perdidos para sempre. Caso envie seus Bitcoins para um endereço errado, você os perdeu para sempre.
O uso de corretoras minimiza esses problemas. Caso esqueça sua senha, existe uma instituição por trás que garante a recuperação. Uma operação errada pode ser revertida. Caso sua conta seja invadida, existe a quem recorrer.

Outras características do Bitcoin

Uma das principais perguntas que vemos sobre o Bitcoin é: mas se ele custa mais de R$20 mil, como é possível comprar qualquer coisa com ele? É possível por que 1 Bitcoin pode ser subdividido em muitas unidades. Assim como R$1 pode ser dividido em 100 partes de R$0,01, 1 BTC pode ser dividido em 100 milhões de partes de 0,00000001 BTC. Essa menor unidade da moeda é chamada de satoshi, em homenagem ao idealizador do Bitcoin. Atualmente, 1 satotshi vale menos que R$0,01, o que permite que qualquer coisa seja comprada com Bitcoins.
Outra restrição que muitos tem em relação ao Bitcoin é o fato de ele ser associado à lavagem de dinheiro e outros crimes, por ser anônimo. Na verdade, existe uma “semi”-anonimidade. Usuários não precisam se identificar, como acontece ao criar uma conta em bancos. Apesar disso, as transações de um determinado endereço são todas públicas. Autoridades já desenvolveram alguns métodos que podem levar à identificação de usuários por trás das contas de Bitcoin. Vários relatórios já mostram que os usos ilícitos do Bitcoin não são a maior preocupação no momento.
A verdade é que qualquer ativo pode ser usado para fins ilícitos. Notas de reais também são anônimas – elas não identificam quem as carregas, e podem ser usadas para comprar desde um doce até armas.

Usos do Bitcoin

Com o Bitcoin, o conceito de dinheiro que levamos em viagem fica um pouco ultrapassado. Existem, por exemplo, caixas eletrônicos de Bitcoin, que permitem o saque em diversas moedas. Na prática, é possível sair do Brasil sem nenhum dinheiro, e sacar o quanto tiver de Bitcoins em seu país de destino.
O Bitcoin pode ajudar ainda a aumentar a inclusão financeira no mundo. Por ser divisível em pequenas unidades, permite pagamentos menores, e é mais fácil de usar, do que sistemas bancários em algumas áreas remotas. Além disso, uma transferência do Brasil para o Japão, por exemplo, leva menos de uma hora – contra mais de 2 dias pelo sitema bancário. Tudo isso com uma taxa infinitamente menor.
Fonte: https://www.bitcoinbrasil.com.br/o-que-e-bitcoin/

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